sexta-feira, 30 de outubro de 2009

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Gretchen - Conga

Conga, la Conga
Conga Conga Conga...

Ôu, ai láiqui déncin, evridêis
Ôu, iú án mí, áu dê táimi
El Conga la Conga, querô bailár
Ai, ai, ai, AAAAi!

Côm, comôn én dénce, dénce uif mí
Ai gétiu ai uántiu, ôu mái lóv
Ai lóviu ai nídiu, ah conga ouié
Ai, ai, ai AAAAAi!

Conga, la Conga
Conga Conga Conga...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Contos de fada no mundo moderno


















Era uma vez...

Se a Branca de Neve vivesse hoje em São Paulo, ela teria um sério problema.

Em primeiro lugar, nem pensar em sair de casa sem bloqueador solar.

Seria monitorada vinte e quatro horas por dia através de câmeras espalhadas pela mansão da madrasta. Quer dizer, encontro secreto com o príncipe, nem pensar.

No máximo talvez umas mensagens de texto enviadas pelo celular e olhe lá.

O espelho mágico da madrasta nada mais seria que um supercomputador da Apple (!) conectado à internet para colher informações sobre receitas de poções mágicas, spas e porque não, sites de relacionamentos com anões.

Coitada da Branca de Neve. Tinha que fazer sozinha a limpeza da casa, compras de supermercado, levar a madrasta ao Shopping Iguatemi e esperar na fila dupla.

Pobre, sem roupa de grife, sem silicone no peito e preenchimento nos lábios, ela foi trocada pela madrasta. O Príncipe viu o perfil da patroa no Orkut: uma perua sarada e cheia da grana, não pensou duas vezes. Estão neste momento esquiando em Aspen. Branca de Neve está em casa assistindo "Márcia".

A Cinderela, por exemplo. Outra da categoria esperando-pelo-príncipe. Ao saber da festa chiquérrima que o rei estava organizando para seu filho, tentou surrupiar um vestidinho básico pra dentro da sacola de compras em uma loja de grife. Não deu outra: o alarme apitou, passou o maior carão e teve que ser acompanhada para fora pelos seguranças. A fada madrinha estava ocupada com as duas irmãs. Pois é, como os tempos são outros, ela virou personal stylist das mocréias porque o salário era maior. Essa coisa de caridade não era mais negócio. No final das contas, Cinderela não foi ao baile. E o sapatinho de cristal que foi achado na escadaria, era de uma drag queen montadíssima, por quem o príncipe se apaixonou perdidamente.

A Bela Adormecida era rica e nasceu bem, mas convenhamos, quem dorme no ponto não casa. Celular desligado e status de “away” no messenger o tempo todo, não há príncipe que agüente. A fila anda, meu bem. Há uma semana que o bonitão anda freqüentando festas e baladas sem descanso, sempre na companhia de três fadas safadas e saidinhas.

Rapunzel bem que tentou, mas devido ao stress da vida moderna, o cabelo caiu inteirinho e não teve como fazer as tranças.

Sabe quem mandou lembranças? Pinocchio! Sucesso na Broadway, mandou um abração.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Carnaval na Ilha

Eu já falei e repito - odeio carnaval.
Mas houve um dia, num carnaval, que eu desfilei - mesmo - em uma escola de samba.
Fato colocado no fundo da gaveta, e achado dias atrás.
Minha outra amiga, a Inah, me convidou pra passar o carnaval em Ilhabela em 2001.
Estavamos andando pela rua quando surgiu a idéia: "vamos desfilar na escola da Ilha?"
Compramos as fantasias às 2 da manhã e no dia seguinta estávamos lá com a letra do samba-enredo (quase) na ponta da língua..."Ilha Ilha Ilha Ilhabelaaaa, vem cantáaaaar comigo essa canção, a natureza, explode nesse chãããão". Detalhe: a Inah dança muito. Ela é uma daquelas pessoas que a gente morre de inveja porque ela realmente sabe sambar.
E eu não sei.
Meu pé ia pra um lado, a bunda pro outro. Eu parecia literalmente um pato fritando numa frigideira.
Mas na hora do desfile, a gente não samba. Vai dando uns pulinhos e engana os espectadores.
A Escola de Samba que desfilamos não ganhou, mas eu me lembro bem que a fantasia era legal...e foi nesse feriado que eu tomei o maior pifão da minha vida e dormi em cima do bidê do banheiro da Inah.

E lá vou eu, lááá vou eeeeu!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Era uma vez em Recife

Eu tenho uma amiga que é o máximo, hilária e descolada que eu amo.
Estávamos um belo dia, há 8 anos atrás, lindas e magras tomando sol na piscina do clube quando ela solta, com um baita sorriso (ainda lembro, de bonezinho branco)
- Vamos passar o Ano-Novo em Recife??

Aquela frase pra mim abriu uma porta para algo que eu não conhecia até então: uma viagem com amigas. Só com amigas. Então eu pensei: "Ei! Isso pode ser bom!".

Feitos os preparativos, embarcamos e chegamos. A viagem do começo ao fim foi uma piada atrás da outra. Nove mulheres e um único (e santo) homem pra ser engolido no meio de tanta viadice feminina.

Muita praia, muito sol, cerveja, abacaxi no palito, fotos de doer de tanta saudade...
Seu Cláudio dirigindo nossa Van branca, despencando de mulher falando e rindo sem parar. Foi uma viagem única, da qual nunca vou esquecer. Mas existe um episódio que gosto de lembrar e compartilho agora com vocês...

Noite de Reveillón, e toda mulherada se arrumando pra ir jantar e depois ver os fogos na praia.
Essa minha amiga me aparece e diz:
- Olha que lindo meu chinelo de pelinhos!!

Na minha cabeça meus neurônios começaram a se debater. Pelinhos....pelinhos....bom, eu sei que tem uma cidade que se chama Ourinhos e outra que se chama Valinhos. Mas Pelinhos?
Daí soltei a pérola:
- Teca, onde fica Pelinhos?

O detalhe que me mata de vergonha é que o chinelo era de pelinhos mesmo, pelinhos de vaca, branquinhos. Um luxo!

Saudade, muita saudade.

Mais uma da série "Eu Odeio"

Odeio sotaque carioca.
Vejam bem, eu não odeio os cariocas. Eu só odeio o jeito que eles falam.
Estou assistindo a novela das 9 da globo, "Viver a Vida" (riam da minha cara, por favor) e tem um monte de cariocas com seus sotaques cariocas. Lógico, a novela se passa no Rio de Janeiro.
Me parece mais difícil falar carioquês do que paulistanês. Vejamos os exeplos:

Vamos = Vâmoish
Burgueses = Burrguêsish
Esporte = Ishpórrtih

E por aí vai. Não estou dizendo que o sotaque do paulista é o melhor, longe de mim.
Pra falar a verdade o pessoal de Brasília é que fala mais bonito no Brasil. Nem carioquês, nem paulistanês. Uma coisa no meio e bastante discreta. O William Bonner fala desse jeito.

Vou continuar assistindo à minha programação na Globo. Na hora do sotaque eu respiro fundo.