sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

No rice is left behind

Sabe quando você come aquele prato que tem arroz? Você raspa o prato ou deixa uns grãozinhos? Hmm?

Bem, eu raspo o prato por um simples motivo: odeio ver o arroz morrer na praia. Eu explico.
O arroz foi plantado. De muitos que foram plantados, alguns vingaram.

O arroz cresceu. Ele sobreviveu ao ataque das pragas ou outros bichos.

O arroz conseguiu ser colhido. Muitos caem da máquina nessa hora.

O arroz conseguiu ser ensacado. Muitos ficam pelo caminho nessa hora.

O arroz foi comprado. Muitos ficam no supermercado até perderem a validade.

O arroz foi cozido. Muitos ficam na pia sem terem ido pra panela.

O arroz foi servido. Muitos ficam presos na panela e na travessa.

O arroz foi comido. Muitos ficam no prato e vão pro lixo.

Então eu raspo o prato. Porque todos aqueles grãos de arroz que conseguiram passar por tantas etapas são vencedores!! E na hora de cumprirem a sua missão de vida, de nutrir um ser humano....eles morrerão na praia? (no caso, no prato!!).

Eu digo que "No rice is left behind"....pego todos que sobram no prato para que possam cumprir seu destino.

Vale também pra feijão, ervilha, milho.
Vamos lá pessoal, catar todos os grãos dos nossos pratos!

Prato limpo = missão cumprida!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Melô do Atendimento

Vou te contar;

Cliente nunca pôde ver; coisas que só a criação pode entender

fundamental é mesmo mostrar

é impossível cliente ver sozinho

Da primeira vez ingenuidade...

Da segunda já é sacanagem

Agora eu já sei

Quando cliente pede pra mudar

Tem que ser forte e falar "acho que não dá"

Idéias nada a ver

um minuto antes de subir pro FTP

O resto é um mar

de coisas que eu nem sei contar

é um bafão atrás do outro sem parar

Fundamental é mesmo fechar

bem os olhos e ver no que vai dar...

Águas de Março versão trabalho

É arte, layout, É trabalho sem fim

É cliente ligando , é mais trampo pra mim

É o tipo da fonte, O tamanho do logo

É a textura do fundo, O recorte da foto

É o dia passando, é o prazo acabando

Criação, doideira, é uma puta canseira

É o print saindo, é o arquivo salvando

É a arte fechando, Motoboy esperando

É a semana passando é o fim da chatice

É o feriado chegando, festa da criação

É trabalho chovendo, é a pilha aumentando

É o prazo curtinho é o fim da alegria

É o cliente chegando, com cara de mau

O Illustrator travou, O Photoshop deu pau

É um spash criado, É um texto errado

É um tom reprovado, É um projeto riscado

É o cliente pentelho, de idéia mudando

É o designer chateado, Atendimento bufando

É email, é mensagem, é chamada, é alô

É cliente grudento, refação do terror

É a idéia que foi, a idéia que vai

Solução criativa, a internet que cai

É o cliente maluco, vendo tudo voando

É o designer chorando Atendimento pifando

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Clientes, clientes...

Quem trabalha com criação sabe muito bem o que é cliente.
E que não existe apenas um tipo de cliente. Vejamos quais são eles:

1. O Cliente Prático
Quanto te contrata, traz referências e exemplos do que ele precisa. Em uma semana o trabalho está pronto e bem-resolvido. Paga na data combinada e não discute. Essa é uma espécie muito rara de cliente. Diria que está em extinção, infelizmente.

2. O Cliente Indeciso
Traz referências e sabe o que quer, mas pede a sua opinião o tempo todo. Quando finalmente decide e o trabalho está prestes a ser concluido, ele tem um insight no chuveiro, ou a filha de 5 anos dá uma opinião e lá se vão semanas de trabalho pra lata do lixo. Essa espécie de cliente é a mais comum. E está espalhada pelo mundo, não há como fugir.

3. O Cliente Desconfiado
Já na contratação fica perguntando: "Mas e se eu não gostar do seu trabalho?" ou " E se não sair do jeito que eu quero?" Ao serem apresentados os primeiros layouts, começa a enchurrada de perguntas: "Não tá muito parecido com o concorrente?" ou "Essa imagem não vai dar problema com os direitos humanos?" ou "Vamos ser processados porque a cor do produto não é exatamente essa?" ou pior: "Será que vão roubar nossa idéia?". Essa espécie de cliente requer que você estude muito bem os argumentos antes de apresentar o layout. É um trabalho conjunto de designer e advogado numa só pessoa. Pelo mesmo preço, óbvio.

4. O Cliente Pobre
Na reunião mostra toda a linha de coisas que quer fazer. Logomarcas, embalagens, PDV e anuncios. Muito entusiasmado porque o produto dele é fantástico e vai vender como água no deserto. Depois de passado o briefing, ele diz: "Então...eu adoraria fazer isso tudo com você. Mas não tenho dinheiro! Dá pra fazer de graça?". Essa espécie de cliente a gente adoraria que sumisse do mapa, mas infelizmente, é uma praga sem remédio.

5. O Cliente Enganador
Depois do briefing passado e de alguns dias de trabalho, o cliente olha para seu trabalho e diz todo animado: "Nossa, ficou lindo! Era isso mesmo que eu queria!! Parabéns!" Passam-se dez segundos e ele arremata: "Só troca essa letra por uma mais gordinha e muda essas cores pra algo mais alegre. E coloca também um desenhinho aqui...daí fechamos!". Essa espécie de cliente está aí pra provar que alegria de designer dura pouco.

6. O Cliente Mau
Depois de uma reunião extremamente longa e detalhada, o trabalho parece que vai nascer sem nenhum esforço. Afinal, o cliente explicou muito bem tudo que ele queria, timtim por timtim. Apresentados os vinte layouts, vem o veredito: "Não gostei de nada. Quero mais opções." E você quase querendo sentar e arrancar os cabelos, diz muito educadamente: "Você por gentileza, poderia dizer em qual direção quer seguir, ou se quer alguma coisa diferente disso?" E ele, categórico: "Não sei. Só sei que não é isso que eu quero." Essa espécie de cliente anda disfarçada de Cliente Prático. Mas na hora do bote, tira a camuflagem. Lobo em pele de cordeiro. Cascavel. Exu. E por aí vai.

7. O Cliente Carente
No mesmo dia já ligou três vezes pra saber como vai indo o trabalho, se a gente precisa de mais alguma referência. Tem algumas alterações pra fazer, mas faz questão de vir até a agência e sentar bem pertinho do designer pra acompanhar as mudanças. Além de ficar colocando o dedo na tela do seu iMac, emporcalhando tudo. Vai embora e dali a 20 minutos liga de novo pra dizer que adorou trabalhar junto, e quer marcar outra reunião. Essa espécie de cliente é bem mais comum do que se imagina. De cara já da pra perceber que é um grude. Pior: gosta de ficar amiguinho do atendimento. E sem poder fazer nada, o atendimento é obrigado a almoçar, jantar e tomar cafezinho com o cliente. O tempo todo.

8. O Cliente Tadinho
Se tem um cliente que eu morro de pena, é o tadinho. Geralmente é alguém pequeno, que está começando um negócio, mas tem a perfeita noção de como fazer as coisas direito e procura os profissionais especializados para isso. Tem uma verba (contada, mas tem), é extremamente educado, pede por favor e diz obrigado mil vezes. Deposita todas as suas expectativas no pobre designer, que invariavelmente fica com cara de caneca diante de tanta gentileza e amabilidades.
O designer, por sua vez, lotado de trabalho e sem nenhuma paciência no final da semana, rabisca qualquer coisa e manda por email pra ele ver. Daí vem o golpe mortal. O cliente liga radiante de felicidade e diz que adorou tudo, que a agência é a melhor do mundo e que vai fazer o pagamento imediatamente e ainda mandar um presentinho de agradecimento. É nessa hora que o designer chora arrependido. Essa espécie de cliente é muito rara, e se achada e detectada com antecedência, merece tratamento de rei.

9. O Cliente Louco
Ele começa a reunião contando todas as histórias de doença na família. Pergunta dez vezes quem é o atendimento e quem é a criação. Acha o portfólio da agência muito bom e pergunta: "Mas como é que vocês fazem isso?" Passado o susto do primeiro encontro, vem as correções no layout. Geralmente são coisas mirabolantes, disparadas rapidamente e sem dó: "Então... pega a foto dessa mulher, troca a cabeça, pega a mão da outra e coloca uma maçã no lugar."
A gente faz, fica visivelmente um Frankstein. Assassinato em Photoshop. Ele olha, olha, olha e diz: "Mas não parece que ela tá voando? Coloca um chão aqui!". Aliás, tudo pro cliente louco tá voando. Uma pêra mal posicionada parece um anãozinho barrigudo e a logomarca parece que está esmagando a pessoa na foto. Todas as coisas tem que ter o seu tamanho real e tem que estar apoiadas em alguma coisa. E o pior de tudo: "Pagamento? Eu já não te paguei??". Essa espécie de cliente sofreu uma mutação genética não identificada. Fique longe.

10. O Cliente Burro
No primeiro contato com esse cliente é importante explicar o que você faz muito bem explicadinho. Você diz: "Nós fazemos design de embalagens" e ele replica: "Vocês fazem caixa de papelão?" ou "Vocês desenham e imprimem também?" ou "Mas a sacola vocês também fazem?". Não tente explicar nada sobre softwares. É uma luta em vão. Risque do seu vocabulário as palavras Pantone, Reserva, Faca Especial e Mock-Up. Se ele não entendeu ainda o que você faz e como você trabalha, comece a explicação pelo Big Bang do Universo. E boa sorte. Essa espécie de cliente é uma sub-raça que deveria estar fazendo qualquer outra coisa, menos conversando com você.

Em nome de todos os profissionais de Criação e Atendimento, esse foi o meu desabafo.
Em especial para Silvia, minha irmã, sócia e Atendimento:
"SHE WORKS HARD FOR THE MONEY"

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Musicas da minha vida

Se eu fosse uma artista famosa e alguém me entrevistasse e fizesse a seguinte pergunta:

"Qual sua música preferida?"

Eu responderia: "Putz, não sei!"
Quer dizer, sei...mas tenho que fazer uma lista pra organizar minha cabeça. Vamolá:

1. Lindo Balão Azul - Guilherme Arantes (musica preferida da infância)
2. Frisson - Tunai (musica romantica nacional preferida desde a 4ª série)
3. Somewhere - Barbra Streisand (musica preferida pra lembrar da família)
4. Adiós Nonino - Astor Piazzolla (musica preferida para lembrar do papai)
5. Clair de Lune - Debussy (musica classica preferida)
6. Tema do ET - John Williams (musica-tema de filme preferido)
7. Your Song - John Miles (musica preferida dos anos 80)
8. Last Dance - Donna Summer (musica preferida dos anos 70)
9. Love Hurts - Nazareth (musica preferida da dor de cotovelo)
10. Dive my car - The Beatles (musica preferida dos Beatles)

Eu vivo de música, respiro música e pra todo momento da minha vida em que eu fui triste ou feliz, tem uma música.

As duas unicas musicas que eu coloco pra ouvir e nunca chego no fim, porque choro, choro, choro até secar são:
Deborah - Vangelis
The Black Stallion - Tema do Filme "O Corcel Negro"

Nem posso pensar nessas duas músicas que já tenho vontade de abrir o berreiro.

Na verdade todas as 2.593 músicas do meu iTunes são minhas músicas preferidas.
Graças ao meus pais, eu sempre escutei coisa boa, aprendi a apreciar tudo que é bom...
desde jazz até Beatles e Chico Buarque. A nossa bagagem musical diz muito sobre quem somos.

No meu caso, eu sou um turbilhão de músicas de vários estilos.
Mas se colocarem axé pra tocar, eu saio correndo.

Nhé!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Mais uma da série "Eu Odeio"

Leitores,

Segue a lista das coisas que eu mais odeio ouvir:

1. GALERA (falou Galera, pra mim, é a morte)
2. BOMBANDO (jogo bombas em lugares que estão bombando)
3. IRADO (será que quem fala sabe o que significa?)
4. É NÓIS (prefiro a versão em inglês: IS WE)
5. COLEGA (veio direto do Trianon?)
6. PRA MIM FAZER (erro de portugês dói)
7. A NIVEL DE (doendo ainda)
8. AZARANDO (odeio porque além da palavra ser feia, foi criada por cariocas)
9. SUSSA (gíria é um saco)
10. NOVAS (essa eu falava na oitava série. Precio dizer mais alguma coisa?)

Então GALERA, meu blog tá BOMBANDO e eu to bolando uns posts IRADOS PRA MIM FAZER e pra vocês lerem. É NÓIS!
A NIVEL DE vocês me seguirem, meu Twitter é SUSSA...mas não pode ficar me AZARANDO, viu COLEGA. Beijo, fui! NOVAS...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Cheesecake Diet

Ingredientes:

2 colheres de sopa bem cheias de manteiga. Derreta num pote.

2 pacotes de biscoito Diet de castanha marca VITAO

6 embalagens de cream cheese light de 150g (total 900g de cream cheese light)

1/2 xicara de creme de leite light

1 e 1/2 xicaras de adoçande para culinária (Linea Sucralose ou Stevita)

4 ovos grandes passados pela peneira e ligeiramente batidos

1 colher de chá de extrato de baunilha

Modo de Preparo:

Preaqueça o forno a 180ºC.

Num processador de alimentos ou no liquidificador, processe os biscoitos VITAO até virar farofa. Misture com a manteiga derretida e cubra a forma de fundo removível com esta massa, espremendo bem. Forre o fundo e as laterais.

Numa batedeira, coloque todo o cream cheese e bata em velocidade lenta para amaciar. Em seguida, coloque o creme de leite, os ovos e a baunilha. Bater em velocidade média. Adicione por fim o adoçante aos poucos pra não “voar” tudo pela cozinha. Bata mais um pouco.

Despeje a massa na forma previamente preparada e coloque pra assar no forno por 2 horas, em banho maria. (Coloque a forma dentro de uma assadeira com água).É interessante forrar o fundo e os lados da forma, do lado de fora, com papel aluminio, pra evitar que a agua entre na forma. Adicione mais água se necessário, pois ela vai evaporando.

Ao término das 2 horas, deslique o forno e deixe a porta do forno entreaberta, para o cheesecake esfriar lá dentro.

Depois de frio, levar à geladeira por no mínimo 4 horas. O ideal é que o cheesecake passe a noite inteira gelando.

No dia seguinte, tire o cheesecake da forma e cubra com geléia diet de sua preferência. Para um efeito mais bonito, passe a geléia pelo processador pra desmanchar os pedaços das frutas e ficar mais uniforme.

Bom apetite!